Bem-vindo ao Espaço Vital!

 

O Espaço Vital é mais do que uma sala aconchegante na praia do Santinho, com vista pro mar, ponto de encontro de gente boa.

Espaço Vital é um movimento para conhecer, manejar e aprimorar os diferentes aspectos de cada individuo, partindo do físico em direção ao mental/psicológico, social, ecológico e espiritual.

Conceito
História em Florianópolis
Objetivos e Propostas

Espaço Vital é um conceito adotado da Psicologia da Gestalt, ou Psicologia da Forma, e foi apresentado pela primeira vez à sociedade científica por Kurt Lewin (1890-1947), que desenvolveu uma variação da Gestalt, conhecida como Teoria de Campo, porque entende que o ser humano age num mundo de forças (vetores) com cargas (valências) positivas ou negativas. Assim, Lewin usa termos emprestados da mecânica eletromagnética como locomoção, vetor, valência, retrogressão, pouco comuns nas obras de psicofisiologia e de outros psicólogos. Utilizando-se de denominações e conceitos das ciências naturais, dentre elas principalmente os termos da Física e da Biologia, procurou fazer uma associação direta dos processos psíquicos com a influência das forças naturais sobre as estruturas orgânicas.

Por Espaço Vital pode-se entender a área de abrangência da vivência individual, desde os limites da pele, no caso do corpo físico, passando pelos limites da memória, imaginação e convicções que moldam a personalidade e agregam-se ao ego estruturado, até a conexão com a Consciência Cósmica Absoluta.

Cada pessoa tem em si um esquema individualizado em um sistema semi-fechado. Uma pessoa, assim como uma célula, é um conjunto de vários órgãos com diferentes funções e utilidades que formam entre si uma unidade com certa autonomia para manter a vida.

Algumas das estruturas desse sistema encarregam-se de nutrir a parte vegetativa, de manutenção da sobrevivência, atendendo as necessidades de alimentação, restauração, limpeza e reprodução.

Em suas constantes trocas entre meio interno e externo, cada unidade viva tem em sua parte mais periférica estruturas para captar do mundo informações sensoriais e também estruturas motoras que emitem informações de volta para o mundo. Este limite externo tem as propriedades de permeabilidade (permissividade à trocas) e irritabilidade (capacidade de reagir para adequar-se a mudanças).

Interiormente, todos têm um núcleo de processamento que guarda uma informação básica herdada pela espécie, constituindo biótipos e predisposições. Nos arredores do núcleo existe uma área de associação ou relacionamento, que computa dados experienciados e os integra entre si, formando um corpo aprendido de informações instrumentais, utilizado repetidas vezes em situações semelhantes e com capacidade flexível e mobilidade para se adequar às novas situações.

Esta mobilidade para adequar-se às situações da vida é mediada pelas ações do nosso corpo físico enquanto indivíduos. A limpeza e a pureza dos sentidos, o refinamento e precisão das destrezas físicas são fatores cruciais para a qualidade das nossas relações com o mundo, tanto no sentido interno (eu-do-mundo para comigo) como no externo (eu de mim para com o mundo).

Para Lewin, a percepção de um objeto ou fenômeno pode originar uma tensão psicológica (por exemplo, um desejo), ou pode comunicar-se com um estado de tensão já existente (uma latência), de tal modo que esse sistema de tensão assuma com ele o controle da ação ou conduta motora. As valências (atrações e repulsões de objetos - meta percebidos) atuam como forças ambientais que guiam a conduta subseqüente. O objetivo das ações ou condutas é o saciamento, no caso da resolução da tensão, de modo que haja aproximação de um estado de equilíbrio. Eis alguns princípios da teoria topológica:

a) Espaço vital. O espaço em que vivemos é psicológico, não físico. Duas pessoas que caminham pela rua se destinam a lugares diferentes; quando andam, o lugar em que andam tem diferentes significados para ambos. Meu Espaço Vital é o que vivo psicologicamente, visto de minha posição. O Espaço Vital é quase físico, quase social e quase conceptual. Está condicionado e influenciado pelo meio físico, social e conceptual, mas não pode ser identificado com o referido ambiente.

b) A pessoa no Espaço Vital. A pessoa é um ponto que se desloca no Espaço Vital. É uma região do Espaço Vital, tendo uma estrutura própria. A criança por exemplo, vive dentro das dimensões do Espaço Vital que não são semelhantes às do Espaço Vital de um adulto. Ela ainda não pode distinguir suas esperanças e desejos e as circunstâncias reais da vida. Conforme envelhece, a pessoa tem maior diferenciação entre a realidade e a irrealidade, maior compreensão do passado, presente e futuro.

c) A concepção da personalidade. A personalidade é um todo único que não pode ser analisado por partes. Nada adianta analisar separadamente traços. No conjunto, cada traço adquire uma outra significação daquela que tinha quando visto isoladamente. A personalidade, enfim, deve ser entendida, não explicada. O entendimento é obtido pelo estudo do passado histórico do indivíduo, análise do presente cultural e planejamento adequado do futuro.

A personalidade forma com o ambiente que a afeta uma só unidade. Essa gestalt é o que Lewin chama de Espaço Vital. A personalidade, por outro lado, é o centro do campo de forças. As forças são representadas por vetores e o comportamento é uma resultante dos vetores presentes no campo, uns positivos, outros negativos.

A ação social, não menos que ação física, é guiada pela percepção. O mundo no qual nós agimos é o mundo que nós percebemos. Mudanças em conhecimento ou mudanças em convicções e reorientação de princípios e valores não resultarão em mudança de ação a menos que mudanças de percepção de si e da situação sejam alcançadas.

O aprimoramento da forma de perceber a dinâmica de relacionamento dos elementos do Espaço Vital, a influência dos fatores ambientais, a constituição da personalidade e a ação do indivíduo no contexto social é o principal foco de nosso trabalho.

Como recursos para traçar o mapa da nossa jornada evolutiva, utilizamos todos os tipos de saberes que corroboram para aprimorar a percepção do Espaço Vital, a ciência psicológica moderna, as ciências biológicas e do comportamento, a ciência milenar do yoga, bem como compreensões espiritualistas integrativas de diferentes tradições.

 Yoga Dárshana – Visão de homem e psique na perspectiva do Yoga

O Yoga está muito bem descrito nos Yoga Sutras pelo mestre Patanjali, onde ele indica a observação de um caminho para o domínio da mente, o que conseqüentemente leva ao que entendemos por iluminação ou libertação. O Ashtanga yoga é descrito por ele como o Yoga de oito partes ou oito passos. São oito medidas que, uma vez tomadas, permitem que aqueles que forem espertos o suficiente consigam conectar-se com A Luz e “ficar ligados”.

O Raja Yoga ou Yoga Real é a habilidade daquele que trilhou o Ashtanga Yoga e conquistou sua mente, tornando-se como um Rei entre os homens. É um caminho absolutamente objetivo, exposto de forma poeticamente perfeita. Não é tão fácil de entender, mas é uma forma das mais simples e eficientes de se tratar e desenvolver a saúde geral em todos os níveis. Muito recomendado para quem quer sempre melhorar a qualidade do grande experimento que é a nossa vida.

O Hatha Yoga é comumente conhecido como o yoga físico-energético. Pode ser considerado tal como uma prática psicológica bioenergética, na medida em que procura investigar o universo do corpo com seus significados e latências, a história de vida e formação de personalidade das pessoas através dos registros corporais, bem como a possibilidade de transformação que as modificações na realidade física proporcionam no ser mais profundo e sutil.

 

 

   

Home   |   Espaço Vital   |   História em Floripa   |   Atividades   |   Colaboradores   |   Cursos e Eventos   |   Artigos   |   Imagens   |   Links   |  Contato