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Espaço Vital
é um conceito adotado da
Psicologia da Gestalt, ou
Psicologia da Forma, e foi
apresentado pela primeira vez à
sociedade científica por Kurt Lewin
(1890-1947), que desenvolveu uma
variação da Gestalt, conhecida como Teoria de Campo, porque
entende que o ser humano age num
mundo de forças (vetores) com cargas
(valências) positivas ou negativas.
Assim, Lewin usa termos emprestados
da mecânica eletromagnética como
locomoção, vetor, valência,
retrogressão, pouco comuns nas obras
de psicofisiologia e de outros
psicólogos. Utilizando-se de
denominações e conceitos das
ciências naturais, dentre elas
principalmente os termos da Física e
da Biologia, procurou fazer uma
associação direta dos processos
psíquicos com a influência das
forças naturais sobre as estruturas
orgânicas.
Por Espaço
Vital pode-se entender a área de
abrangência da vivência individual,
desde os limites da pele, no caso do
corpo físico, passando pelos limites
da memória, imaginação e convicções
que moldam a personalidade e
agregam-se ao ego estruturado, até a
conexão com a Consciência Cósmica
Absoluta.
Cada pessoa tem
em si um esquema individualizado em
um sistema semi-fechado. Uma pessoa,
assim como uma célula, é um conjunto
de vários órgãos com diferentes
funções e utilidades que formam
entre si uma unidade com certa
autonomia para manter a vida.
Algumas das
estruturas desse sistema
encarregam-se de nutrir a parte
vegetativa, de manutenção da
sobrevivência, atendendo as
necessidades de alimentação,
restauração, limpeza e reprodução.
Em suas
constantes trocas entre meio interno
e externo, cada unidade viva tem em
sua parte mais periférica estruturas
para captar do mundo informações
sensoriais e também estruturas
motoras que emitem informações de
volta para o mundo. Este limite
externo tem as propriedades de
permeabilidade (permissividade à
trocas) e irritabilidade (capacidade
de reagir para adequar-se a
mudanças).
Interiormente,
todos têm um núcleo de processamento
que guarda uma informação básica
herdada pela espécie, constituindo
biótipos e predisposições. Nos
arredores do núcleo existe uma área
de associação ou relacionamento, que
computa dados experienciados e os
integra entre si, formando um corpo
aprendido de informações
instrumentais, utilizado repetidas
vezes em situações semelhantes e com
capacidade flexível e mobilidade
para se adequar às novas situações.
Esta mobilidade
para adequar-se às situações da vida
é mediada pelas ações do nosso corpo
físico enquanto indivíduos. A
limpeza e a pureza dos sentidos, o
refinamento e precisão das destrezas
físicas são fatores cruciais para a
qualidade das nossas relações com o
mundo, tanto no sentido interno (eu-do-mundo
para comigo) como no externo (eu de
mim para com o mundo).
Para Lewin, a
percepção de um objeto ou fenômeno
pode originar uma tensão psicológica
(por exemplo, um desejo), ou pode
comunicar-se com um estado de tensão
já existente (uma latência), de tal
modo que esse sistema de tensão
assuma com ele o controle da ação ou
conduta motora. As valências
(atrações e repulsões de objetos -
meta percebidos) atuam como forças
ambientais que guiam a conduta
subseqüente. O objetivo das ações ou
condutas é o saciamento, no caso da
resolução da tensão, de modo que
haja aproximação de um estado de
equilíbrio. Eis alguns princípios da
teoria topológica:
a) Espaço
vital. O espaço em que vivemos é
psicológico, não físico. Duas
pessoas que caminham pela rua se
destinam a lugares diferentes;
quando andam, o lugar em que andam
tem diferentes significados para
ambos. Meu Espaço Vital é o que vivo
psicologicamente, visto de minha
posição. O Espaço Vital é quase
físico, quase social e quase
conceptual. Está condicionado e
influenciado pelo meio físico,
social e conceptual, mas não pode
ser identificado com o referido
ambiente.
b) A pessoa no
Espaço Vital. A pessoa é um ponto
que se desloca no Espaço Vital. É
uma região do Espaço Vital, tendo
uma estrutura própria. A criança por
exemplo, vive dentro das dimensões
do Espaço Vital que não são
semelhantes às do Espaço Vital de um
adulto. Ela ainda não pode
distinguir suas esperanças e desejos
e as circunstâncias reais da vida.
Conforme envelhece, a pessoa tem
maior diferenciação entre a
realidade e a irrealidade, maior
compreensão do passado, presente e
futuro.
c) A concepção
da personalidade. A personalidade é
um todo único que não pode ser
analisado por partes. Nada adianta
analisar separadamente traços. No
conjunto, cada traço adquire uma
outra significação daquela que tinha
quando visto isoladamente. A
personalidade, enfim, deve ser
entendida, não explicada. O
entendimento é obtido pelo estudo do
passado histórico do indivíduo,
análise do presente cultural e
planejamento adequado do futuro.
A personalidade
forma com o ambiente que a afeta uma
só unidade. Essa gestalt é o que
Lewin chama de Espaço Vital. A
personalidade, por outro lado, é o
centro do campo de forças. As forças
são representadas por vetores e o
comportamento é uma resultante dos
vetores presentes no campo, uns
positivos, outros negativos.
A ação social,
não menos que ação física, é guiada
pela percepção. O mundo no qual nós
agimos é o mundo que nós percebemos.
Mudanças em conhecimento ou mudanças
em convicções e reorientação de
princípios e valores não resultarão
em mudança de ação a menos que
mudanças de percepção de si e da
situação sejam alcançadas.
O aprimoramento
da forma de perceber a dinâmica de
relacionamento dos elementos do
Espaço Vital, a influência dos
fatores ambientais, a constituição
da personalidade e a ação do
indivíduo no contexto social é o
principal foco de nosso trabalho.
Como
recursos para traçar o mapa da nossa
jornada evolutiva, utilizamos
todos os tipos de saberes que
corroboram para aprimorar a
percepção do Espaço Vital, a ciência psicológica
moderna, as ciências biológicas e do
comportamento, a ciência milenar do yoga,
bem como compreensões
espiritualistas integrativas de
diferentes tradições.
Yoga
Dárshana – Visão de homem e psique
na perspectiva do Yoga
O Yoga está
muito bem descrito nos Yoga Sutras
pelo mestre Patanjali, onde ele
indica a observação de um caminho
para o domínio da mente, o que
conseqüentemente leva ao que
entendemos por iluminação ou
libertação. O Ashtanga yoga é
descrito por ele como o Yoga de oito
partes ou oito passos. São oito
medidas que, uma vez tomadas,
permitem que aqueles que forem
espertos o suficiente consigam
conectar-se com A Luz e “ficar
ligados”.
O Raja Yoga ou
Yoga Real é a habilidade daquele que
trilhou o Ashtanga Yoga e conquistou
sua mente, tornando-se como um Rei
entre os homens. É um caminho
absolutamente objetivo, exposto de
forma poeticamente perfeita. Não é
tão fácil de entender, mas é uma
forma das mais simples e eficientes
de se tratar e desenvolver a saúde
geral em todos os níveis. Muito
recomendado para quem quer sempre
melhorar a qualidade do grande
experimento que é a nossa vida.
O Hatha Yoga é
comumente conhecido como o yoga
físico-energético. Pode ser
considerado tal como uma prática
psicológica bioenergética, na medida
em que procura investigar o universo
do corpo com seus significados e
latências, a história de vida e
formação de personalidade das
pessoas através dos registros
corporais, bem como a possibilidade
de transformação que as modificações
na realidade física proporcionam no
ser mais profundo e sutil.

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